terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Taberna do diabo

Um dia fui dar com Deus
Na taberna do diabo
Entre Cristãos e ateus
Fizeram de mim soldado
E eu sem querer
Fui embarcado
E eu sem querer
Fui embarcado

Levei armas e um galão
Para o outro lado do mar
Quis levar o coração
Não mo deixaram levar
E eu sem querer
Ia matar
E eu sem querer
Ia matar

Deram-me uma cruz de guerra
Quando matei meu irmão
E a gente da minha terra
Promoveu-me a capitão
E eu sem querer
fiquei papão
E eu sem querer
Fiquei papão

Todos me chamam herói
Ninguém me chama Manuel
Quem quer uma cruz de guerra
Que eu já não vou pró quartel?
Quem quer uma cruz de guerra
Que eu já não vou pró quartel?


Cancioneiro do Niassa

2 comentários:

Beltrano disse...

Esta era a letra da canção que nós cantávamos em 1970 quando éramos cadetes milicianos no quartel de Mafra. O comandante da companhia assistia aos lamentos da balada em silencia. Só não batia palmas no fim.
Assina, Baralho de Cartas

Maria disse...

Letra e musica de Manuel Gouveia Ferreira